História

A Umbanda, embora possuidora de um padrão ritualístico próprio e distanciado de qualquer outro, formou-se devido à junção de pelo menos quatro religiões: os diferentes cultos trazidos pelos escravos negros provenientes d’África; o Catolicismo, base religiosa de todo o processo colonizatório brasileiro; as religiões de diferentes povos indígenas do próprio território e, mais recentemente, o Espiritismo de Allan Kardec. Mesmo delimitando essas quatro raízes, há outras ainda bastante difusas, e mesmo para estas, atribuem-se diferentes nomes e parâmetros, como a Umbanda de Caboclo influenciada por povos indígenas ou a Umbandomblé pelos africanos, existindo ainda a Umbanda Esotérica, Iniciática e de Tradição.

Desta forma, não é possível conceituar uma única história, que conte de maneira uniforme todos os caminhos e manifestações da Umbanda. Cada vertente tem a sua origem e respectiva história, entretanto, por convenção, desde a década de 1970, aceitou-se que Zélio Ferdinando de Moraes teria sido o anunciador da Umbanda por meio do Caboclo das Sete Encruzilhadas, em 1908, criando moldes, firmando fundamentos, bases e dogmas que possibilitaram sua institucionalização enquanto religião. Mas, este marco não é, de forma alguma o início dos trabalhos dos guias, tais como pretos velhos, caboclos, crianças, exus, entre outros, que já se manifestavam anteriormente, mas sem qualquer vínculo a uma instituição religiosa concreta, respeitando apenas os valores da mística ancestral.

A Umbanda firmou-se como uma religião polêmica, as portas estavam abertas a todos que necessitassem de conforto espiritual ou físico, proporcionado por meio dos médiuns e entidades. Isso não era oferecido de maneira efetiva por nenhuma das religiões que se disseminavam até então.

A Umbanda foi ainda alvo de perseguições por aceitar sem muitas restrições, na maiorias das casas, adeptos homossexuais ou bissexuais, entendendo que o sexo é uma questão física, que o amor pode manifestar-se e manifesta-se por meio de essência ou da polaridade do espírito, das energias afins dos indivíduos, desmitificando as concepções de pecado e sendo uma das primeiras a abolir tabus sexuais no âmbito religioso.

A Umbanda continua até os dias de hoje, a prosperar e a construir uma obra admirável baseada nos princípios daqueles que a idealizaram, lutaram por sua instituição e enalteceram: o amor, respeito e aceitação.


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